“Sou incapaz porque sou gorda”: relato de caso acerca da influência de práticas culturais gordofóbicas sobre sentimentos de inadequação e incapacidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31505/rbtcc.v25i1.1845

Palavras-chave:

Gordofobia, Behaviorismo Radical, Práticas Culturais, Preconceito, Terapia Analítico-Comportamental

Resumo

Práticas culturais gordofóbicas produzem sofrimento à parte da comunidade socioverbal que sofre punições por causa do peso de seu corpo. Tais punições podem produzir alterações fisiológicas intensas e ações para atenuar, evitar ou eliminar contato com eventos que exercem função aversiva. O artigo é relato de um processo psicoterapêutico, cujo objetivo foi avaliar implicações de práticas culturais gordofóbicas na produção de comportamentos de inadequação e incapacidade. Foram realizadas 48 sessões. Foi possível notar, a partir de história de exposição a práticas culturais gordofóbicas, a formulação de autorregra “sou incapaz porque sou gorda” (sic.), relacionando desempenho, em diferentes contextos, com peso corporal. Diante de interações sociais, a cliente apresentava alterações fisiológicas desconfortáveis e repertório comportamental de fuga e esquiva. Com o processo psicoterapêutico, passou a se expor a novas situações e acessar reforçadores e discriminar que o desempenho em suas interações socioverbais não estão, necessariamente, vinculadas ao tamanho de seu corpo.

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Biografia do Autor

  • Maína Pretto Marchioro, IFAC - Instituto Florianópolis de Análise do Comportamento

    Maína Pretto Marchioro. Psicóloga graduada pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Pós-Graduada em Análise Comportamental Clínica pelo Instituto Brasiliense de Análise do Comportamento, Brasília, DF. Pós- Graduada em Terapia por Contingências de Reforçamento pelo Instituto de Terapia de Contingências de Reforçamento, Campinas, SP. Pós-Graduada em Violência Doméstica pela Faculdade Iguaçu, Capanema, PR e Pós-Graduanda em Direito da Mulher pela Faculdade Iguaçu, Capanema, PR. Psicóloga parceira do IFAC - Instituto Florianópolis de Análise do Comportamento. Psicóloga e Diretora financeira na Não Era Amor. 

  • Juliane Viecili, IFAC - Instituto Florianópolis de Análise do Comportamento

    Juliane Viecili. Psicóloga. Doutora e mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Analista do comportamento acreditada pela ABPMC. Docente e Fundadora do IFAC- Instituto Florianópolis de Análise do Comportamento. 

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Publicado

25/04/2024

Edição

Seção

Estudos de Caso

Como Citar

“Sou incapaz porque sou gorda”: relato de caso acerca da influência de práticas culturais gordofóbicas sobre sentimentos de inadequação e incapacidade. (2024). Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 25(1), e231845. https://doi.org/10.31505/rbtcc.v25i1.1845