https://rbtcc.com.br/RBTCC/issue/feed Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva 2026-07-01T13:54:12-03:00 Fabio Henrique Baia (Editor-Chefe) contato.rbtcc@gmail.com Open Journal Systems <p><strong>Missão:</strong> Contribuir significativamente para o desenvolvimento da Análise do Comportamento, das Terapias Comportamentais, Cognitivas e Contextuais, da Medicina Comportamental e de outras áreas correlatas de estudo do comportamento nos seus fundamentos científicos ou filosóficos, nos seus princípios éticos e também como profissão.</p> <p><strong>Publicação</strong>: Associação Brasileira de Ciências do Comportamento (<a href="https://abpmc.org.br" target="_blank" rel="noopener">ABPMC</a>).</p> https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2223 A Não Monogamia Consensual na Prática Clínica Comportamental 2026-07-01T13:54:09-03:00 Samir Vidal Mussi samirmussi@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Este estudo teve como objetivo identificar orientações clínicas para terapeutas que atendem clientes em relacionamentos não monogâmicos consensuais (CNM) sob a perspectiva da Análise do Comportamento. Foi realizada uma revisão sistemática nas bases Web of Science, Medline, SciELO, LILACS e portal da capes, resultando na seleção de dezesseis estudos com recomendações relevantes à prática clínica. Os achados indicam a persistência de vieses mononormativos na atuação terapêutica e destacam a importância do autoconhecimento do terapeuta, da formação continuada e da adoção de posturas afirmativas. As intervenções mais eficazes envolvem a diferenciação entre infidelidade e CNM, a adaptação de modelos clínicos tradicionais, como a Terapia Focada nas Emoções, e o uso de estratégias de comunicação, regulação emocional e validação relacional. Conclui-se que a clínica deve constituir-se como um espaço ético, inclusivo e de contracontrole cultural, comprometido com a despatologização da diversidade afetiva e relacional.</span></p> 2026-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2189 Revisão histórica das tentativas de conversão sexual e de gênero na Modificação de Comportamento à luz do Behaviorismo Radical 2026-07-01T13:54:11-03:00 Caroline Prestes Villa carolinepvilla@gmail.com Emerson Ferreira da Costa Leite efleite@pucsp.br <p>A Análise do Comportamento pode ser caracterizada como uma área do conhecimento multifacetada, cujo desenvolvimento depende da interação constante entre seus três domínios: Análise Experimental do Comportamento, Análise do Comportamento Aplicada e Behaviorismo Radical. Em primeiro lugar, descrevemos como ao longo da história de construção da área, analistas aplicados do comportamento realizaram intervenções cujo objetivo foi a tentativa de modificação de comportamentos sexuais e de gênero considerados socialmente como inapropriados – especificamente o comportamento não heterossexual e não cisgênero, em aliança com a cultura heterocisnormativa. Em segundo lugar, pretendemos demonstrar como esses trabalhos nocivos à população LGBT+, apesar de refletirem o momento histórico em que foram realizados, indicam, de diferentes pontos de vista, uma evidente contradição se considerarmos os pressupostos filosóficos do Behaviorismo Radical, e que tal incoerência foi à época imediatamente denunciada por analistas do comportamento comprometidos com a integração entre os três domínios citados.</p> 2026-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2244 Associações entre Práticas Parentais, Estresse de Minorias e Indicadores de Saúde Mental em Adolescentes LGBT+ 2026-07-01T13:54:08-03:00 Amanda Doneda aamandadoneda@gmail.com Juliana da Rosa Pureza julianapureza@feevale.br <p><span style="font-weight: 400;">A literatura sugere que o estresse de minorias contribui para sintomas internalizantes de adolescentes LGBT+, mas ainda é pouco claro de que forma as práticas parentais impactam na saúde mental desse grupo. Este estudo buscou analisar associações entre práticas parentais, estresse de minorias e indicadores de ansiedade, depressão e estresse em 127 adolescentes LGBT+ brasileiros. Foram aplicados questionário sociodemográfico, o IEMSA, a DASS-21 e a Escala de Práticas Parentais e realizadas correlações de Spearman. Os resultados sugeriram que as práticas de apoio emocional e incentivo à autonomia correlacionaram-se negativamente com estresse de minorias. Já controle punitivo e intrusividade correlacionaram-se positivamente com os indicadores de ansiedade, depressão e estresse. Os achados sugerem que determinadas práticas parentais podem atuar de forma protetiva ou deletéria frente ao estresse de minorias e à saúde mental de adolescentes LGBT+, o que destaca a importância da inclusão da família nas intervenções com esta população.</span></p> 2026-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2201 Atitudes Corretivas e Crenças de psicoterapeutas sobre a diversidade sexual e de gênero 2026-07-01T13:54:10-03:00 Mozer Ramos mozeramos@gmail.com Damião Soares de Almeida-Segundo damiao.soares@gmail.com Angelo Brandelli Costa angelobrcosta@uol.com.br Elder Cerqueira-Santos eldercerqueira@gmail.com <p>Psicólogos brasileiros não podem atuar afim de modificar a orientação sexual ou a identidade de gênero de seus clientes. Entretanto, tais práticas ainda existem, seja através de terapias reparativas ou de atitudes corretivas diluídas na prática clínica. Este estudo buscou avaliar as atitudes corretivas e as crenças de psicólogos clínicos acerca da orientação sexual e da identidade de gênero através de um questionário online. Os dados apontaram que 22,1% e 31,4% estariam dispostos a modificar a orientação sexual e a identidade de gênero, respectivamente, de seus clientes caso isso lhes fosse solicitado. As atitudes corretivas não se relacionaram com a abordagem clínica dos respondentes. As crenças dos profissionais apareceram como preditoras nas regressões logísticas das atitudes corretivas e destacaram a presença de preconceito contra pessoas bissexuais e de crenças etiológicas patologizantes. Sugere-se, assim, que uma atuação afirmativa é fundamental para a segurança de pessoas LGBTQ+ nos atendimentos psicoterápicos.</p> 2026-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2187 Análise de Contingências Presentes no Cotidiano de Drag Queens Brasileiras 2026-07-01T13:54:12-03:00 Alexandre Paim Bispo apaimbispo@gmail.com Bruna Colombo dos Santos bcsantos@uefs.br <p>Esta pesquisa descreve contingências que selecionam e mantêm a atividade de drag queens brasileiras. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 8 participantes, selecionadas por conveniência, por meio de amostragem não probabilística, após aprovação em comitê de ética. Os critérios de inclusão foram: ser maior de 18 anos, identificar-se e trabalhar como drag queen há mais de 18 meses e ter acesso à internet. Os resultados indicaram histórico de privação financeira e ambientes familiar e social empobrecidos antes do surgimento das suas drag queens. Foram relatados, como modelos, figuras midiáticas de grande alcance e outras drag queens. Encontrou-se, a partir da análise, que o fazer drag é mantido por reforçamento positivo e apresenta subprodutos emocionais importantes para as entrevistadas. Foram também descritas situações aversivas ligadas ao fazer drag, como desconforto físico na montação, discriminação, falta de oportunidades de trabalho, dificuldades financeiras, perda de reforçadores relacionados a relações afetivo-sexuais e episódios de importunação sexual.</p> 2026-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2247 Ambiente Nutridor e Diversidade Sexual no Ensino Superior 2026-07-01T13:54:07-03:00 Vinicius Cutrim vnsctn@gmail.com Aline Beckman Menezes alinebcm@gmail.com <p>As experiências de estudantes lésbicas, gays e bissexuais no ensino superior são moldadas por variáveis culturais, institucionais e relacionais que compõem o ambiente universitário. Considerando que práticas educacionais podem funcionar como fontes de reforçamento ou de controle aversivo, torna-se relevante compreender como esses contextos afetam o comportamento de pertencimento e expressão identitária. O presente estudo analisou essas vivências a partir do conceito de Ambiente Nutridor, de base analítico-comportamental. Por meio de entrevistas semiestruturadas com 16 estudantes de uma universidade pública, investigaram-se contextos acadêmicos e sociais que influenciam a segurança psicológica, redes de apoio, flexibilidade psicológica e valores sociais. A análise dos dados revelou que a universidade opera como um ambiente misto, combinando nichos de reforçamento social com práticas culturais aversivas, microagressões e ausência de limites eficazes a comportamentos discriminatórios. Conclui-se que reorganizações institucionais baseadas em contingências reforçadoras com foco coletivo são essenciais para promoção de ambientes mais seguros e inclusivos.</p> 2026-07-01T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva