https://rbtcc.com.br/RBTCC/issue/feed Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva 2025-12-18T11:26:17-03:00 Fabio Henrique Baia (Editor-Chefe) contato.rbtcc@gmail.com Open Journal Systems <h4><strong>Publicação:</strong></h4> <p>Associação Brasileira de Ciências do Comportamento (<a href="https://abpmc.org.br" target="_blank" rel="noopener">ABPMC</a>).<br /><br /></p> <h4><strong>Missão:</strong></h4> <p>Contribuir significativamente para o desenvolvimento da Análise do Comportamento, das Terapias Comportamentais, Cognitivas e Contextuais, da Medicina Comportamental e de outras áreas correlatas de estudo do comportamento nos seus fundamentos científicos ou filosóficos, nos seus princípios éticos e também como profissão.</p> https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/1880 Terapia do Esquema e Transtorno Depressivo: Uma revisão sistemática 2025-09-20T09:15:11-03:00 Júlio César de Souza Ribeiro juliodesouza@me.com Bruno Luiz Avelino Cardoso brunolacardoso@gmail.com Margareth Da Silva Oliveira marga@pucrs.br <p>A terapia do esquema (TE) vem obtendo evidências para além dos transtornos de personalidade, mas as pesquisas para condições como a depressão ainda estão em estágios iniciais. Esta revisão tem como objetivo indicar na literatura os principais resultados de pesquisas primárias para o tratamento da depressão sob enfoque da TE. Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e APA PsycInfo, abrangendo artigos até 7 de outubro de 2023. Sete estudos foram selecionados para análise, demonstrando a eficácia da TE no tratamento da depressão. A TE apresentou resultados comparáveis à Terapia Cognitivo-Comportamental e à Terapia de Aceitação e Compromisso. Esses resultados ressaltam a importância de desenvolver protocolos específicos para a depressão crônica por meio da TE, em busca de tratamentos eficazes e estáveis ao longo do tempo para um grupo amplo de pacientes.</p> 2025-09-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2054 Análise do Comportamento, intervenções não-farmacológicas e COVID-19 2025-12-18T11:26:17-03:00 Samuel de Araujo Fonseca eusamuelaf@gmail.com Louanne Rufino emanuellelouanne@gmail.com Danielle Xavier daniellexavierpsi@gmail.com <p>A OMS considera as intervenções não-farmacológicas (NPIs) medidas cruciais para o controle epidemiológico da COVID-19, caracterizadas como fenômenos comportamentais. Este estudo implementou uma revisão de escopo para explorar contribuições analítico-comportamentais na adesão às NPIs. Com base no PRISMA-ScR, foram analisados 51 artigos publicados em 17 revistas especializadas em Análise do Comportamento em português, inglês e espanhol. Os artigos investigaram dez NPIs, destacando-se isolamento domiciliar e trabalho remoto (n=30), higienização das mãos (n=9), comunicação de risco para impacto comportamental (n=9) e uso de EPIs (n=8). Procedimentos como manejo de estímulos antecedentes e consequentes, modelagem, Behavioral Skills Training (BST), Habit Reversal Training (HRT), custo de resposta, comportamento de escolha, metacontingências, macrocontingências e controle aversivo foram amplamente aplicados. Os resultados indicam que a Análise do Comportamento é uma área promissora no ensino e fortalecimento de repertórios comportamentais protetivos, oferecendo ferramentas eficazes para lidar com emergências de saúde pública.</p> 2025-11-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2020 Revisão sistemática da literatura sobre o ensino da condução de avaliações comportamentais 2025-09-11T07:34:24-03:00 Isvânia Alves dos Santos isvaniaa.santos@gmail.com Jackeline Joyce de Santana Santos jackeline.santos@cedu.ufal.br Daniela Mendonça Ribeiro daniela.ribeiro@cedu.ufal.br <p style="font-weight: 400;">A avaliação é fundamental em intervenções baseadas na Análise do Comportamento Aplicada. Esta revisão buscou sistematizar os estudos que ensinaram a aplicação de métodos ou instrumentos de avaliação do comportamento, baseando-se no PRISMA. As buscas foram conduzidas nas bases de dados <em>PsycINFO</em>, <em>PubMed</em>, <em>ERIC</em>, Periódicos Capes e <em>Web of Science</em>, com os termos<em>“behavior assessment” OR “behavioral assessment” OR “development assessment” AND “caregiver training”</em> AND<em> “staff training” AND “teacher training”</em> AND <em>“parent training” </em>em inglês. Dentre os 717 documentos identificados, 39 atenderam aos critérios de elegibilidade. Verificou-se que professores foram os participantes mais frequentes, que os componentes do <em>Behavioral Skills Training </em>(BST) foram os procedimentos mais utilizados e que a maioria dos estudos ensinou a condução da análise funcional experimental. Discutem-se a relevância de se ensinar professores a identificarem a função de comportamentos interferentes e a escassez de estudos que ensinaram a aplicação de instrumentos que verificam habilidades e déficits comportamentais.</p> 2025-07-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/1998 Prevenção de Violência Contra Mulheres com Adolescentes 2025-09-11T07:34:27-03:00 Marcelo Borges Henriques marcelobhenriques@ufj.edu.br Renata de Mello Mamede marcelobhenriques@ufj.edu.br <p style="font-weight: 400;">A violência contra as mulheres é um problema grave e de saúde pública no Brasil, especialmente durante a adolescência. Este estudo buscou, através de uma revisão de escopo, sintetizar e analisar intervenções com adolescentes voltadas para a prevenção da violência contra mulheres. A busca por artigos foi realizada nas plataformas Scielo, BVS Bireme e Scopus, tendo como critérios de inclusão: artigos avaliados por pares, redigidos em inglês, espanhol ou português, pu¬blicados entre 2011-2021, que descreviam intervenções com adoles¬centes para prevenir a violência contra mulheres, assim como seus re¬sultados. Foram selecionados 16 artigos após a aplicação dos critérios de seleção. Observou-se que a maior parte das intervenções utilizou poucos componentes comportamentais e seus resultados indicam mu-danças predominantemente voltadas à atitudes e crenças. Conclui-se que são necessárias intervenções focadas na mudança de comporta¬mentos e que a análise do comportamento tem um grande potencial para contribuir nesse processo.</p> 2025-05-20T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2001 Declarações de Skinner sobre a ciência e suas implicações epistemológicas 2024-08-16T17:50:18-03:00 Eduardo Benetelli eduardo.benetelli@gmail.com Carolina Laurenti claurenti@uem.br <p>Esta pesquisa buscou identificar, categorizar e avaliar as declarações de Skinner sobre a ciência ao longo de seis décadas de produção intelectual do autor (1930 a 1980), a fim de descrever mudanças nas posições de Skinner sobre o tema. A investigação foi conduzida tendo como base o debate sobre contextos de descoberta e justificação e a pragmática da ciência, consubstanciada neste artigo nas discussões referentes à lógica interna da ciência e à prática científica. Skinner mantém algumas de suas posições a respeito da ciência ao longo das décadas, como a adoção do método indutivo e as críticas às hipóteses dedutivistas. Entretanto, foi possível identificar uma série de mudanças no discurso de Skinner sobre o tema, que passa de uma ênfase inicial na lógica interna da ciência a discussões mais afeitas à prática científica. Esse movimento aproxima Skinner da pragmática da investigação científica e de uma tendência naturalista epistemológica.</p> 2025-09-26T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/1995 COMO RESPOSTAS ENCOBERTAS DO PSICOTERAPEUTA PODEM DIFICULTAR OU AUXILIAR NA CONDUÇÃO DO CASO CLÍNICO 2025-09-11T07:34:28-03:00 Alessandra Villas Bôas villasboas.alessandra@gmail.com Luc Marcel Adhemar Vandenberghe luc.m.vandenberghe@gmail.com <p>Deve-se considerar os sentimentos e pensamentos que os clientes evocam nos psicoterapeutas durante a sessão? O objetivo desse texto é de elucidar a utilidade da observação das respostas encobertas do psicoterapeuta. Trata-se de um artigo didático conceitual, com base na literatura pertinente e na experiência clínica. Três formas de usar os encobertas são propostas e ilustradas. Os sentimentos e pensamentos que os clientes eliciam e evocam no psicoterapeuta podem esclarecer dificuldades interpessoais e sociais do cliente. A compreensão das variáveis de controle desse responder do psicoterapeuta pode auxiliar na tomada de decisões que guiam o tratamento. Os encobertos do psicoterapeuta também podem alertar para dificuldades que prejudicam o manejo do caso e cuja superação pode permitir novas direções de intervenção. Finalmente, expor seus sentimentos ao cliente pode ser benéfico para o processo terapêutico. Trabalhar com seus eventos encobertos pode ser um desafio ao psicoterapeuta, exigindo tanto repertório discriminativo sob controle de regras (compreensão teórica) quanto selecionado por consequências naturais (resultando de treino vivencial).</p> 2025-05-06T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/1881 Causa e Comportamento 2025-09-11T07:34:26-03:00 Isaias Pessotti ipessott@fmrp.usp.br João Eduardo Cattani Vilares jeducattani@gmail.com <p style="font-weight: 400;">A prática de pesquisa e intervenção de analistas do com­portamento implica assumir pressupostos de causa e de comporta­mento. O texto apresenta diferentes tradições de pensamento que cul­minaram em diferentes definições de causalidade ao longo da história ocidental, entre elas a doutrina escolástica, o método científico e a análise experimental do comportamento. Para a Escolástica, a causa é remota, imanente no efeito e eficiente. Contrapõe-se ao método cien­tífico inaugurado por Galileu Galilei, que aponta as contingências da natureza na busca do conhecimento, rejeita os aspectos subjetivos e valoriza a observação e a mensuração. O objetivo do texto é avaliar a concepção de causa da Análise do Comportamento, formulada princi­palmente por B. F. Skinner, enquanto proposta científica, com impli­cações para os analistas do comportamento. Sugere-se que algumas concepções de causalidade sejam adotadas em detrimento de outras, que podem ser abandonadas.</p> 2025-07-21T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2125 Ensino da validação clínica: fundamentos conceituais e propostas didáticas na formação de psicoterapeutas 2025-06-05T14:50:34-03:00 Pedro Cabral pedroaacabral@gmail.com Carla Suarez carla.suarezjn@gmail.com <p>A validação constitui um componente clínico central na formação da aliança terapêutica e na promoção de mudanças ao longo do processo psicoterapêutico. Apesar de sua importância, sua aprendizagem formal costuma ser negligenciada. Este artigo propõe uma definição operacional de validação e uma sistematização didática baseada na taxonomia desenvolvida na Terapia Comportamental Dialética (DBT), abordando seus fundamentos conceituais, efeitos clínicos e aplicações práticas. São descritos os seis níveis de validação, exemplos clínicos para cada nível e estratégias para evitar erros comuns. Além disso, são apresentados roteiros estruturados de treino, exercícios progressivos e checklists de avaliação e autoavaliação para apoiar o ensino e a supervisão clínica. A proposta visa tornar a validação uma habilidade treinável, observável e analisável em contexto clínico, favorecendo a formação de terapeutas mais competentes na construção de intervenções responsivas e empiricamente sustentadas.</p> 2025-12-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2077 Influência da atribuição de autoria a Freud ou a Skinner na avaliação de um texto por estudantes de psicologia 2025-07-02T00:35:31-03:00 Vinicius Deamo Gusmão vinideamo@hotmail.com Vitória Grídvia Bandeira vitoriagb_@hotmail.com Marcos Spector Azoubel mazoubel@gmail.com Fani Eta Korn Malerbi fanimalerbi@gmail.com <p>Este trabalho examinou as avaliações de alunos de primeiro e quinto anos de um curso de psicologia sobre um trecho escrito por Skinner quando diferentes informações de autoria foram apresentadas. No estudo, 232 graduandos de primeiro e quinto anos foram divididos em três grupos: um recebeu informação de que Freud era autor, outro de que Skinner era autor e o último não recebeu informação sobre autoria. Todos leram o trecho e avaliaram sua qualidade, atribuindo notas para diversos aspectos do texto. A autoria dos textos não exerceu influência sobre a avaliação dos alunos do início e do final da graduação em psicologia e que os alunos do quinto ano foram mais críticos na sua análise dos textos. Discute-se que uma formação com cargas horárias equilibradas entre as disciplinas tenha atenuado possíveis vieses e que a formação tenha sido favorecido uma avaliação mais crítica dos estudantes de quinto ano.</p> 2025-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/2051 Intervenção comportamental nas crises epiléticas em uma criança com autismo 2025-09-29T13:39:07-03:00 Felipe Monteiro da Silva felipemonteiro@estudante.ufscar.br Sandro Caramaschi sandro.caramaschi@unesp.br Anderson Jonas das Neves filosofoajn@gmail.com <p>O transtorno do espectro do autismo (TEA) está frequentemente associado a crises epiléticas e poucos estudos reportam intervenções comportamentais para esses casos. O presente estudo avaliou se uma intervenção operante reduziria crises epilépticas em uma criança com TEA e epilepsia. Essas crises foram avaliadas por observação direta em dois ambientes (casa e clínica) e análise funcional experimental. Após três sessões consecutivas de linha de base, a intervenção empregou procedimento de reforçamento diferencial de outros comportamentos, treino de comunicação funcional e orientação parental. Os resultados indicam que as crises epilépticas da participante apresentavam frequência superior a sete crises por dia e estavam sob controle operante nos dois ambientes. Após a intervenção, nenhuma crise foi identificada, sendo mantida essa frequência 39 dias após encerrar o estudo. Esses achados sugerem que intervenções baseadas em análise funcional e reforçamento diferencial podem reduzir crises epilépticas em crianças com TEA.</p> 2025-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva https://rbtcc.com.br/RBTCC/article/view/1990 Ensino de Ecoico e Acurácia de Vocalizações em Tarefas de Nomeação de Figuras por Crianças com Deficiência Auditiva 2025-10-19T22:24:56-03:00 Laila Guzzon Hussein laila.guzzon@gmail.com Débora Aleixo Campanhã debora.campanha@unesp.br Maria Beatriz Campos de Lara Barbosa Marins Peixoto beatriz.lara@unesp.br Maria Fernanda Grassi fernanda.grassi@unesp.br Priscila Foger Marques Penna priscila.foger@unesp.br Leandra Tabanez do Nascimento Silva hrac@edu.usp.br Ana Claudia Moreira Almeida-Verdu ana.verdu@unesp.br <p>Distorções na fala são observadas em crianças com deficiência auditiva (DA). Este estudo verificou se o ensino de ecoico encadeado a tarefas de discriminação condicional em um programa de ensino de leitura aumentaria a precisão da fala em três crianças com DA. O programa baseado em equivalência ensinou 51 palavras via computador, em tentativas discretas. As discriminações entre palavras ditadas, escritas, suas unidades menores (sílabas e letras) e figuras foram ensinadas pelos procedimentos de matching-to-sample (selecionar uma figura/palavra/sílaba impressa condicionalmente à palavra/sílaba ditada) e de constructed-reponse-matching-to-sample (selecionar letras em sequência condicionalmente à palavra ditada/impressa). O ecoico foi encadeado ao matching-to-sample, em duas de quatro unidades de ensino, contrabalanceando as condições entre os participantes. Sondas periódicas monitoraram a fala. Nos pré-testes a nomeação foi inferior a 60% e leitura superior a 66% de acertos; aprenderam ecoicos e a nomeação melhorou em todas as unidades de ensino, independente do ensino de ecoico.</p> 2025-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2025 Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva